Meu irmão conversou outro dia comigo, um pouco preocupado... Um pouco não, pelo seu ceticismo eu diria que ele estava bastante preocupado.
O motivo era um documentário, que indicava previsões para o apocalipse. De acordo com esse documentário, o mundo encontraria um FIM no dia 21 de dezembro de 2012.
O que o preocupou foi a argumentação utilizada, que não se baseou somente em profecias de guerras apocalípticas, mas de fatores que são inerentes à nossa vontade e ação. Vou explicar melhor.
Einstein nos seus estudos descobriu que a cada aproximadamente 26 mil anos a Terra, o Sol e o centro da Via Láctea se unem em uma linha, um interferindo magneticamente no outro. É como se a Terra passasse na linha do Equador da nossa galáxia.
OK, mas qual é o problema? Bom, sabemos que a descarga da privada gira para um lado no Norte e o sentido se inverte quando estamos no Sul mostrando que os elementos sofrem interferência magnética. A Via Láctea também possui um Norte e Sul magnético. Agora, imagine a Terra girando no seu eixo como uma descarga. Einstein propôs que alguma interferência iria ocorrer na rotação da Terra quando ela ultrapassasse a linha magnética da Via Láctea sofrendo mudanças no seu manto magnético e, conseqüentemente, no eixo de rotação. Segundo suas contas, tudo isso acontecerá no final do ano de 2012.
Além disso, o calendário Maia, este tido como o mais preciso da história, mostrando informações que até a NASA utiliza para confirmar seus dados obtidos por computadores, tem sua última previsão astronômica especificamente no dia 21 de dezembro de 2012, informando justamente o alinhamento da Terra, Sol e Via Láctea e depois não informa mais nada.
Existem outros argumentos, como o estudo do I Ching que também indicam a mesma data, mas não quero ficar preso a indícios, minha intenção é outra.
Não creio que o mundo vai acabar. Claro que alguma mudança vai acontecer, talvez muitas, talvez poucas, mas esse acontecimento pode ser um estopim para uma mudança do comportamento humano.
Quem sabe a humanidade não comece a ver a vida em um âmbito maior, aceitando que o fim só faz parte do processo e que sempre há um novo começo após isso. Foi assim com o Egito, com Roma, com a Igreja e será sempre assim.
E se o mundo acabar? Surgirá outro. É a Lei da Mutação. Temos que entender que tudo é passageiro. Mas saibamos que existem duas outras Leis tão importantes quanto a última, que regem o nosso entendimento da realidade: a Lei da Atração e a Lei do Equilíbrio. A união das três Leis e seu total entendimento nos ensina a ser serenos e justos (eu ia adicionar "bons", mas acho o adjetivo muito parcial, rotulado). Talvez seja também para termos estes aprendizados que reencarnamos denovo, denovo e denovo.
Ver meu irmão preocupado no fundo me deu alegria, parece que agora ele pode notar outras formas de consolo além do prazer mundano.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
O Fim do Mundo
Postado por
Gabriel
às
10:15
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4 comentários:
Como fiquei feliz de ler esse texto, Punkers! Você nem imegina. Isso pelo seu jeito de criar. Como sou tolo!Realmente tolo!! Quanto mais aprendo, mais percebo o quanto ainda preciso adestrar meu corpo mental. Obrigado, Gabriel.
A escrita nos dá uma outra auto-imagem. Mais profundo e de aspectos mais abrangentes e relevantes. Precisamos da amizade. Ela é parte importante do aprendizado. Mais uma vez, obrigado.
sa@planaltog.Para conjugar com o belo texto do Gabriel que muito me emocionou, envio a ele, meu querido e muito especial filho/amigo uma´idéia que me vem, moloque e travessa a mente.
pai
Como nasceste
De que cálidas e misteriosas águas elevaste o teu corpo frágil
À condição de ser
Saberás o maravilhoso dom que trazes escondido
no verso das tuas pálpebras
Toda a benção do desejo
E a maldição condensada de muitas vidas
Também tu serás prometeu
E moldarás o barro de água e terra
Em formas imprevisíveis e maravilhosas
Para de seguida o cozeres no fogo da existência
Também tu serás prometeu
E do mesmo ar que te alimentas
Onde vives a tua consciência aguda
Assim a tua criação te matará para ocupar o seu merecido lugar
Encerra uma beleza arcana
Triste e jubilante
Plena de satisfação e de amargura
Este ciclo fatídico de criação
Poetas sem o sabermos
A existência é a obra
Para sempre inacabada
Colhem-se os frutos amargos da razão
Prostra-se a alma ao fim pressentido do grande poema humano
Criadores e verdugos de pais e filhos
Mas a arte da vida e da morte
Da estética espiral infinita
Sempre com esperança da vinda do verso perfeito
Este mister é a própria essência
Desta grande aventura sem rede
A quem alguém chamou humanidade
Na entrada dos tempos
Apetece abrir um intervalo entre o mar e o céu
E espreitar a verdade oculta
O horizonte não satisfaz
Mas o que está para lá
É o medo
É o desejo
De nos sabermos maiores que nós próprios
Fantástico!
Isso só mostra uma coisa: quem , afinal, somos nós, não é mesmo?E como é importante questionarmos isso...
Vc disse tudo!Muito bom!
Saudades!!!
Silvia
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